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A Receita Federal divulgou em 25 de junho de 2026 o resultado da arrecadação das receitas federais referente a maio de 2026. O total arrecadado alcançou R$ 266,8 bilhões, o maior valor já registrado para o mês na série histórica iniciada em 1995. Na comparação com maio de 2025, o crescimento real, descontada a inflação, foi de 10,69 por cento.
No acumulado de janeiro a maio de 2026, a arrecadação totaliza aproximadamente R$ 1,32 trilhão, com expansão real superior a 6 por cento em relação ao mesmo período do ano anterior. Os dados foram apresentados em coletiva conduzida pelo Secretário Especial da Receita Federal, Robinson Sakiyama Barreirinhas, juntamente com a divulgação do Relatório de Atividades de 2025 do órgão.
Entre os principais tributos federais, o Imposto sobre a Renda das Pessoas Jurídicas (IRPJ) e a Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) somaram R$ 36,7 bilhões em maio, com crescimento real de 33,11 por cento na comparação anual. A própria Receita Federal apontou que cerca de R$ 7 bilhões desse montante decorreram de recolhimentos atípicos relacionados a alterações legislativas recentes.
O Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) também apresentou comportamento expressivo, totalizando R$ 8,1 bilhões em maio, alta real de 31,11 por cento na comparação com o mesmo mês de 2025. No acumulado de 2026, o IOF já soma R$ 41,8 bilhões, com avanço real de 38,77 por cento.
Outro fator de peso no resultado é a arrecadação vinculada à extração de petróleo e gás natural, que somou R$ 50,6 bilhões nos cinco primeiros meses de 2026, ante R$ 13,2 bilhões registrados em igual período de 2025.
O resultado de maio reflete tanto a atividade econômica quanto medidas legislativas adotadas nos últimos anos sobre fundos exclusivos, entidades no exterior e remessas internacionais, com efeitos diretos sobre a apuração dos tributos federais. Para empresas e profissionais da contabilidade, os pontos de atenção são: