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A Receita Federal divulgou nesta quinta-feira, 30 de julho de 2026, o resultado da arrecadação de junho: as receitas federais totalizaram R$ 264,4 bilhões, com crescimento real de 7,7% na comparação com o mesmo mês de 2025, já descontada a inflação. É o melhor desempenho para o mês de junho desde o início da série histórica, em 2000.
No acumulado do primeiro semestre, a arrecadação chegou a aproximadamente R$ 1,587 trilhão, alta real de 6,6% frente aos seis primeiros meses do ano passado. Os resultados foram apresentados em coletiva conduzida por Claudemir Malaquias, chefe do Centro de Estudos Tributários e Aduaneiros, e Marcelo Gomide, coordenador de Previsão e Análise, com transmissão pelo canal do Ministério da Fazenda no YouTube.
Segundo a Receita Federal, o desempenho é explicado pelo comportamento favorável dos indicadores macroeconômicos que impactam a base tributável, com destaque para a atividade econômica, a massa salarial e o aumento das importações. A reoneração gradual das contribuições patronais também contribuiu para o resultado do período.
Os tributos que mais puxaram o crescimento em junho foram o Imposto de Renda da Pessoa Jurídica (IRPJ) e a Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL), que somaram R$ 33,2 bilhões, com alta real superior a 20% frente ao mesmo mês de 2025. A arrecadação previdenciária chegou a R$ 64,48 bilhões (variação real de 4,7%), enquanto as receitas atreladas à importação cresceram 22,87% em termos reais. O IRRF-Capital avançou 12,4%, refletindo a maior tributação de aplicações financeiras.